Fiscais constataram que o Superpesa despejava metais tóxicos e óleo diretamente no mar.
O gerente de um estaleiro irregular na Ilha do Governador foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (10) por crimes ambientais. Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Instituto Estadual do Ambiente, o Superpesa funcionava como um “ferro-velho de navios”. O local foi interditado.
Fiscais constataram que o estaleiro despejava metais tóxicos e óleo diretamente na Baía de Guanabara. “Eles tinham uma maquiagem de licença. Tinham permissão apenas para reparos de embarcações, mas o que a gente acompanhou foi um desmanche”, detalhou o secretário Bernardo Rossi.
Durante 3 meses de investigação, os agentes do Inea flagraram a retirada de peças dos navios de forma inadequada, sem qualquer cuidado ambiental e expondo os funcionários a itens tóxicos. O aço dos navios era cortado com maçaricos, e os destroços eram abandonados sem qualquer proteção. “Muitas peças obsoletas foram jogadas na Baía, além de óleo, mercúrio e chumbo”, declarou Rossi.
Nove pessoas foram levadas para a delegacia para prestar depoimento — o gerente acabou preso. “Nós vamos obrigar o proprietário a colocar uma empresa para fazer a descontaminação”, emendou o secretário. Além disso, a multa pelo crime ambiental cometido pela empresa pode chegar a R$ 10 milhões.
A TV Globo entrou em contato com o Superpesa, mas, até a última atualização desta reportagem, a empresa não tinha retornado.

Navio desmanchado no estaleiro Superpesa — Foto: Reprodução/TV Globo

Dejetos eram jogados na Baía — Foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: G1